Disponibilizada versão alfa do software MyMCDA-C Decision

Na última semana, o Prof. Rafael Rabelo e o seu aluno de PIBITI Gabriel Tomaz disponibilizaram a versão alfa do software MyMCDA-C Decision, que implementa a técnica de decisão multicritério – MCDA-C.

Técnicas de decisão multicritério tem como objetivo “utilizar uma faixa de critérios para avaliar de forma objetiva e transparente o valor global de um conjunto de opções” quando se considera um processo organizacional ou qualquer processo decisório (ISO, 2012).

As técnicas de decisão multicritério podem ser utilizadas para:

  • comparar múltiplas opções para uma primeira análise para determinar opções preferenciais e potenciais e as inapropriadas;
  • comparar opções onde existam critérios múltiplos e, algumas vezes, conflitantes;
  • alcançar um consenso sobre uma decisão onde diferentes partes interessadas têm objetivos ou valores conflitantes (ISO, 2012).

Essa ferramenta pode ser utilizada em diversos momentos da gestão organizacional, inclusive na identificação, análise de consequência e probabilidade dos riscos, nível de riscos e avaliação de riscos, como bem descrito na norma ISO 31.010.

Existem outros softwares que implementam essa mesma técnicas mas todas exigem algum tipo de licenciamento. Dessa forma, o software tem o propósito de ser gratuito, e está sendo desenvolvido com o uso de tecnologias software livre como PHP, MySQL e Laravel. Esse projeto é financiado parcialmente com recursos da FAP-DF.

A interface é para ser multi-lingual, com preferência para a língua inglesa.

Para acessar a versão alfa, basta entrar no endereço mymcdac.herokuapp.com

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Inteligência artificial vai agilizar a tramitação de processos no STF

Desenvolvido em parceria com a Universidade de Brasília, o sistema vai ler todos os recursos extraordinários e identificar os vinculados a temas de repercussão geral.

Batizado de VICTOR, a ferramenta de inteligência artificial é resultado da iniciativa do Supremo Tribunal Federal, sob a gestão da Ministra Cármen Lúcia, em conhecer e aprofundar a discussão sobre as aplicações de IA no Judiciário. Cuida-se do maior a mais complexo Projeto de IA do Poder Judiciário e, talvez, de toda a Administração Pública Brasileira.

Na fase inicial do projeto, VICTOR irá ler todos os recursos extraordinários que sobem para o STF e identificar quais estão vinculados a determinados temas de repercussão geral. Essa ação representa apenas uma parte (pequena, mas importante) da fase inicial do processamento dos recursos no Tribunal, mas envolve um alto nível de complexidade em aprendizado de máquina.

VICTOR está na fase de construção de suas redes neurais para aprender a partir de milhares de decisões já proferidas no STF a respeito da aplicação de diversos temas de repercussão geral. O objetivo, nesse momento, é que ele seja capaz de alcançar níveis altos de acurácia – que é a medida de efetividade da máquina –, para que possa auxiliar os servidores em suas análises. A expectativa é de que os primeiros resultados sejam mostrados em agosto de 2018.

O projeto está sendo desenvolvido em parceria com a Universidade de Brasília – UnB, o que também o torna o mais relevante Projeto Acadêmico brasileiro relacionado à aplicação de IA no Direito. A UnB colocou na equipe pesquisadores, professores e alunos de alto nível, muitos com formação acadêmica no exterior, de 3 centros de pesquisa de Direito e de Tecnologias. Dentro de pouco tempo teremos publicações sobre o desenvolvimento de VICTOR e as suas perspectivas. Os artigos científicos, que já estão sendo confeccionados, serão publicados nos mais importantes centros de pesquisa do mundo. Tecnologia brasileira incentivada e destacada no mundo.

VICTOR não se limitará ao seu objetivo inicial. Como toda tecnologia, seu crescimento pode se tornar exponencial e já foram colocadas em discussão diversas ideias para a ampliação de suas habilidades. O objetivo inicial é aumentar a velocidade de tramitação dos processos por meio da utilização da tecnologia para auxiliar o trabalho do Supremo Tribunal. A máquina não decide, não julga, isso é atividade humana. Está sendo treinado para atuar em camadas de organização dos processos para aumentar a eficiência e velocidade de avaliação judicial.

Os pesquisadores e o Tribunal esperam que, em breve, todos os tribunais do Brasil poderão fazer uso do VICTOR para pré-processar os recursos extraordinários logo após sua interposição (esses recursos são interpostos contra acórdãos de tribunais), o que visa antecipar o juízo de admissibilidade quanto à vinculação a temas com repercussão geral, o primeiro obstáculo para que um recurso chegue ao STF. Com isso, poderá impactar na redução dessa fase em 2 ou mais anos. VICTOR é promissor e seu campo de aplicação tende a se ampliar cada vez mais.

O nome do projeto, VICTOR, é uma clara e merecida homenagem a Victor Nunes Leal, ministro do STF de 1960 a 1969, autor da obra Coronelismo, Enxada e Voto e principal responsável pela sistematização da jurisprudência do STF em Súmula, o que facilitou a aplicação dos precedentes judiciais aos recursos, basicamente o que será feito por VICTOR.

Fonte: STF, em  http://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=380038

 

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