Na gestão de infraestruturas críticas, a velocidade das mensagens instantâneas atrai operadores e fiscalizações, mas seu uso como único meio de registro pode gerar lacunas de rastreabilidade e controle. Quando a comunicação sobre interdições em rodovias federais ocorre apenas em conversas informais, o histórico se dispersa, aumentando os riscos de auditoria e comprometendo a memória institucional. O desafio central é preservar a agilidade do primeiro informe e assegurar sua formalização em registros estruturados.
Para enfrentar essa questão, uma pesquisa recente propõe uma arquitetura de transição entre a mensageria e o registro institucional. O modelo abrange a captura controlada, a organização das comunicações e a extração assistida por inteligência artificial, prevendo, no modelo proposto, a validação humana obrigatória para a revisão dos campos críticos e a autorização de lançamentos oficiais.
Como contribuição, o trabalho apresenta um modelo de dados relacional centrado no Elemento Central – Ocorrência, vinculando concessionárias, rodovias, localizações, responsáveis, anexos, tratativas e histórico de alterações. Por meio de uma demonstração conceitual, o trabalho exemplifica como dados dispersos podem ser estruturados para apoiar o acompanhamento operacional e a governança. A implementação em ambiente real e a avaliação de segurança permanecem como etapas futuras.
Ficha técnica:
Pesquisador: Gedielson Arnaldo Schmitt
Orientador: Prof. Dr. Daniel Chaves Café
Programa: Programa de Pós-Graduação Profissional em Engenharia Elétrica (PPEE / UnB) — Ênfase em Privacidade e Segurança da Informação (PPSI)
Laboratório: LabRisk (Risk, Privacy, Security)
Como a sua organização equilibra hoje a agilidade exigida pelo uso de mensagens instantâneas com os requisitos de governança e rastreabilidade requeridos pela gestão pública?
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Publicado originalmente no site do LabRisk.